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Ouvir música também é uma terapia e faz bem à saúde!

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A música anima e relaxa a nossa mente, aumentando a nossa boa disposição. Pode deixar-nos emotivos e levar-nos a estados de conforto e de alegria. Parece funcionar como uma ‘massagem cerebral’ que mobiliza os sentidos e causa sensações mentais e, até mesmo, físicas.
Ouvir música

Ouvir música anima e relaxa a nossa mente, aumentando a nossa boa disposição.  Para Platão “a música é o grande remédio da alma” e Aristóteles dizia, relativamente à música que: “as pessoas que sofrem de emoções descontroladas, após ouvirem melodias que elevam a alma ao êxtase, regressam ao seu estado normal, como se tivessem experimentado um tratamento médico”. Já no Renascimento, acreditava-se que ouvir os grandes compositores clássicos traziam benefícios ao bem-estar das pessoas. Nesta época, o médico francês, Louis Roger, escreveu um livro sobre o efeito da música no corpo humano, alertando para a necessidade de se fazerem mais pesquisas científicas sobre o tema. No entanto, é apenas no final da primeira metade do século XX que os efeitos da música na saúde começam a ser estudados mais profunda e seriamente.  No final da II Guerra Mundial os músicos eram chamados aos hospitais para ajudarem na recuperação das vítimas da guerra. Mas é a partir de 1944, que os Estados Unidos se tornam pioneiros ao abraçar a música é uma forma de terapia e se começam a formar profissionais de saúde nesta área.

O neurocientista e músico Daniel Levitin, autor do livro Uma Paixão Humana: o seu Cérebro e a Música (This is Your Brain on Music na versão original) muda, definitivamente, a conceção que a comunidade científica tinha do poder terapêutico da música. De referir, que Daniel Levitin é também músico e um dos maiores especialistas mundiais nesta questão faz alusão aos mecanismos neuroquímicos da música com efeitos em quatro áreas da vida humana: temperamento, stress, imunidade e interações sociais. As alterações decorrentes da música são sobretudo a nível hormonal e de marcadores inflamatórios que se relacionam com o stresse, que alteram o sistema nervoso simpático e parassimpático. Estudos demonstram que a música pode diminuir esses marcadores, já que favorece a resistência ao stresse. O funcionamento do cérebro, por si só, influencia um aumento ou uma diminuição desses marcadores.  Deste modo, está provado que ouvir música reduz a ansiedade e o stress podendo inclusivamente ajudar a prevenir a depressão, tendo, ainda, a capacidade de controlar os batimentos cardíacos, diminuindo a pressão arterial. Está provado cientificamente que a música ajuda o cérebro a libertar dopamina, um neurotransmissor estimulante do sistema nervoso e, dessa forma, pode contribuir para prevenir doenças como Parkinson, que advém da desregulação da produção de dopamina. E são várias as investigações que demonstram que a atividade musical durante o envelhecimento ajuda a manter a saúde física e mental: melhora a disposição, a memória, o sentido de orientação e a coordenação motora, em geral.

Ouvir música aumenta a resistência

Por outro lado, há evidências de que ouvir música tem potencial para aumentar a resistência e resposta do sistema imunitário face a diversas doenças. Mas poderá a música ter apenas um efeito placebo? Armando Sena refere que “não precisamos de ter um desenvolvimento consciente e maturo para o nosso cérebro ter perceções. Há perceções inconscientes no nosso cérebro que influenciam uma quantidade de coisas sem disso termos consciência. Isso está mais que provado. Mesmo um bebé reage mais a um determinado categoria de música e ritmos do que a outros”. Daniel Levitin defende ter que passar à prática: “Acredito que a música seria uma terapia muito mais natural e barata e sem os efeitos secundários que muitos medicamentos apresentam”, refere Daniel Levitin.

Agora que sabemos que ouvir música tem efeitos podem ser considerados como resultados terapêuticos e ajudar no tratamento de diversos problemas de saúde, sendo alguns deles: a diminuição do stress e ansiedade devolvendo ao indivíduo quando ouve música a serenidade e a calma; alivia dores e desconfortos, auxilia a diminuição da pressão arterial, ativa as conexões cerebrais e melhora a memória, estimula a articulação de ideias e aumenta a produtividade, tudo porque libera dopamina, neurotransmissor responsável pelo prazer.  A música pode também ser utilizada em atividades de cunho pedagógico para auxiliar na aprendizagem, na comunicação e na linguagem conduzindo o indivíduo ao autoconhecimento ao passo que resgata sentimentos, emoções e lembranças e auxilia a coordenação motora.  Todos esses benefícios da música são explicados pelo facto de, quando cantamos ou ouvimos melodias, o cérebro liberar justamente os neurotransmissores ligados ao prazer, de modo a aliviar dores e proporcionar sensação de bem-estar.